quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pensar antes de agir ou agir antes de pensar?

Comecei mais um texto, mais um daqueles que eu começo sem saber aonde eu vou parar, o que talvez diga muito sobre mim, sobre o jeito que levo a minha vida. Eu costumo deixar as coisas acontecerem, e o que tiver que ser será, as vezes costumo até agir por impulso, com o coração, falar o que dá vontade de falar, e isso já gerou milhões de arrependimentos. Mas essa é a vida. Imperfeita. Real. Qual é a graça em se privar? É o que diz aquela famosa frase: "Prefiro fazer e me arrepender, do que imaginar como seria." Eu sei, é meio clichê, mas é a mais pura e cristalina verdade. Na realidade, não aconselho que ninguém faça nada por impulso, a sabedoria consiste em pensar antes de agir, muitas vezes ganhamos muito mais em silêncio. Talvez seja o silêncio o verdadeiro segredo, muitas vezes evita discussões, brigas, e guerras. Confesso as vezes que eu prefiro que falem, admiro aqueles que tomam partido e que se posicionam. Escolha um lado , seja qual for, detesto pessoas em cima do muro. Mas o que é preciso aprender é que cada um tem a sua verdade, e a sua é diferente da minha, que é diferente da dele. Cada pessoa tem a sua essência e sua personalidade, sua fé. Simplesmente, não adianta querer provar nada pra ninguém, não adianta dizer que os meus pensamentos são piores que os seus. Afinal, nada que digam vai mudar a minha opinião. São os atos que definem gostos, e não apenas palavras, o que nos faz voltar ao começo do texto, atos por impulsos ou atos pensados, don't matter, são eles que vão te tornar aquilo que você é!

2 comentários:

  1. Texto muito bem elaborado!! depois da uma olhadinha nos meus!!!

    www.inbarlow.blogspot.com/

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  2. Maria Beatriz Pereira Faria da Costa, sinto muito orgulho de ser uma pessoa que tem algum tipo de relacionamento com você, que vai muito além da paternidade (e isso já é motivo de muito orgulho). O orgulho – além da paternidade, repetindo – vem principalmente da sua capacidade de se expressar tão bem na língua de Camões, Caminha, Pessoa, Machado, Rubem Fonseca, Clarisse, Chico Buarque, Caetano e tantos outros que adoro ler. Alguém disse: “nós somos o que lemos”; então sou um pouquinho mais por ter lido seus textos: um pouquinho mais feliz; um pouquinho mais pai; um pouquinho mais orgulhoso e um pouquinho com mais amor pela minha filha. Digo um “pouquinho”, porque tudo isso (felicidade, paternidade, orgulho e amor) já tenho muito por você; pois sua mãe (que também escreve deveras bem) deu-me estes dois presentes maravilhosos que é poder seu o Pai de João e de Maria.
    Filha, você escreve muito bem mesmo. Desculpe-me ficar tão surpreso por tamanha habilidade; afinal, você é filha de Válter e Rejane (risos). Continue assim, habilidosa em expressar na palavra escrita a profundidade de seu pensamento cheio de conteúdos. Pois é, a senhorita escreve bem na forma e no conteúdo. Outra coisa interessante é que você escreve o que sente sobre as coisas que você vive. Os melhores escritores são aqueles que escrevem o que vivem; não ficam procurando coisas astronômicas para relatar. Você está no caminho de construir um estilo em que as coisas e as vivências do seu micro-cosmos são transformadas em sentimentos universais – tal como os grandes escritores. Não pare, por favor (!).

    Um fraternal beijo de seu grande amigo,

    Válter Mattos (desculpem-me, meus olhos marejaram... (risos)).

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